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Prof. Marcelo Visintainer Lopes

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Faltam 03 dias para a despedida de Itajaí!

Imagens: Mabi Lopes - Escola de Vela Oceano (quarta-feira dia 15)


 SCA treinando

 Team Brunel e SCA treinando. 
Imagem da Praia Brava



 Dongfeng nos reparos de casco e à espera da montagem do mastro

 Finalização da montagem do mastro novo do Dongfeng


Escola de Vela Oceano na Volvo 2015
Velejar em Floripa
Curso de Vela Oceânica em Floripa
Charter Veleiro em Floripa
Aprenda a Velejar em Floripa
Vela Oceânica em Florianópolis

terça-feira, 14 de abril de 2015

Vela Oceânica em Florianópolis... Aprenda com a Escola Oceano!


   " O objetivo da Escola de Vela Oceano é oferecer Conhecimento Náutico prático e teórico para que você possa navegar seu próprio barco com autonomia e segurança em qualquer condição de tempo".

 "Nosso esforço é concentrado para proporcionar a melhor experiência possível, sempre com descontração e conforto, promovendo vivências agradáveis e gratificantes que ficarão para sempre na sua memória".

   A base da Escola fica junto à Marina Santo Antônio de Lisboa, localizada no tradicional bairro Santo Antônio de Lisboa.
      Para os alunos que vem de fora do estado chegar na marina é bem fácil, com média de 20 minutos de deslocamento do centro da cidade e 40 minutos do aeroporto Hercílio Luz.

     A região proporciona, o ano inteiro, excelentes velejadas com qualquer condição de vento e onda. É por esta razão que Floripa é um dos melhores destinos para a prática do iatismo no país. 

    A Escola Oceano possui mais de 25 anos de experiência em instrução náutica com mais de 5 mil alunos formados. 
   O método de ensino utilizado permite, de forma relativamente rápida, a formação do iniciante ao comandante da navegação de alto-mar. 
     As aulas são realizadas a bordo do Veleiro Escola de 34 pés (modelo Wind 34’ - ano 2011).    

    Os cursos ocorrem nos finais de semana, mas temos condições de adaptar a instrução de vela aos seus dias e horários livres (terça a domingo nos turnos manhã ou tarde).
   Além das aulas no Wind 34', também podemos ensinar no seu próprio barco, aprimorando a sua técnica para as características marinheiras particulares do seu veleiro.

   Após formado lhe daremos todo o suporte para a compra do seu barco. Dicas, visitas técnicas, laudos, avaliações e tudo mais que você precisar.

   Estamos atentos em atender todas as suas expectativas e necessidades e por esta razão é muito importante conhecê-las. Conte-nos seus objetivos em querer aprender a velejar e assim nosso atendimento será mais rápido eficaz.

Entre em contato e fale diretamente com o nosso instrutor:
Fones: (48) 8811.3123 e (51) 8482.1584 

O instrutor e responsável técnico da Escola de Vela Oceano dedicou praticamente toda a sua vida à navegação. Hoje está com 46 anos e veleja desde os 06 anos de idade.
O Capitão Marcelo Visintainer Lopes é instrutor ISAF (International Sailing Association).
Formado pela Federal do Rio Grande do Sul em Educação Física.
Pós Graduado pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro em Administração e Marketing Esportivo. 
Possui curso Administração Esportiva do Comitê Olímpico Internacional e Comitê Olímpico Brasileiro. 
Foi instrutor da disciplina de Salvamento e Sobrevivência na Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Alegre – RS.
Foi instrutor do Clube Veleiros do Sul, Clube dos Jangadeiros e Iate Clube Guaíba (todos em Porto Alegre).
Ministra cursos preparatórios para as Habilitações da Marinha desde 1994.
É Primeiro Socorrista P.A.D.I
Possui mais de 25 mil horas de instrução náutica e mais de 300 mil milhas navegadas. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Escola de Vela Oceano no Mundial de Soto 40 em Floripa

Primeiro dia de regatas.

Argentinos na frente com dois primeiros e gaúchos do Crioula com dois segundos...
11 barcos na raia, mais de 12 medalhas olímpicas e 20 títulos mundiais entre as tripulações.
Alto nível técnico e muita competitividade na raia de Jurerê!

Velejar em Floripa... Sempre algo novo rolando no paraíso da vela brasileira!
E a Volvo acontecendo ao mesmo tempo logo ali em Itajaí...
Muitas  emoções para uma mesma semana!

Venha velejar com a Escola Oceano em Florianópolis e acompanhe de perto tudo o que acontece por aqui.





terça-feira, 10 de março de 2015

Escola Oceano no Blue Planet Odyssey

Texto e imagens:  Prof.  Marcelo Visintainer Lopes


No mês de fevereiro fui convidado a participar como tripulante do time brasileiro comandado por James Belini (Blue Wind -Wind 44') de algumas pernas do Rally de Volta ao Mundo promovido pelo velejador  Jimmy Cornell.
O convite se estendia do Caribe até a Polinésia Francesa (mais de 60 dias), mas tive que optar por uma perna curta em função da agenda da escola de vela em Florianópolis.
Acabei ficando com a perna Panamá (lado do Mar do Caribe) - Arquipélago das Ilhas Galápagos, no Pacífico.


Blue Wind

O Blue Wind que foi construído em São José dos Pinhais pela Wind Náutica, também responsável pelo Wind 34'. 
Quem assina o projeto é o argentino Nestor Volker, conhecido pelos seus barcos de cruzeiro rápido.

O veleiro é o mais novo da flotilha e também o mais bem equipado. Toda a tecnologia possível é encontrada a bordo e a maioria dos equipamentos e instrumentos são duplicados.

Sobre o Rally:

O Blue Planet Odyssey é um evento internacional de vela que tem o apoio da UNESCO, WMO e Intergovernmental Oceanographic Commission.


O velejador Jimmy Cornell além de promotor/organizador do evento é o autor das mais 
importantes referências bibliográficas sobre travessias ao redor do mundo.

Suas publicações mais importantes são:




Numeral do Blue Wind

Identificação do Blue Wind - Canal do Panamá

 Blue Wind subindo o primeiro dos 03 níveis que levam ao Lago Gatún

Ponte Centenário - fica no canal escavado chamado Corte Culebra 
Depois da ponte vem a Eclusa Pedro Miguel  (primeira comporta da descida para o Pacífico)

Eclusa Miraflores - o Pacífico está a apenas 20m de altura

 OM - o catamarã da segunda travessia do Canal do Panamá

OM - entrando na Eclusa Gatún

Mesa de navegação do Blue Wind

Os Doldrums - por Jimmy Cornell

Sobre a navegada no Pacífico:

No total navegado, motoramos apenas 12 horas, enquanto alguns veleiros motoraram por mais de 03 dias.
Escapamos bem da zona de calmaria (representação acima) e chegamos nas Galápagos no mesmo dia dos barcos que saíram quase dois dias na nossa frente.
A escolha da rota, a previsão meteorológica e o conhecimento das condições predominantes na região, neste caso a Zona de Convergência Intertropical (ITCZ), foi decisiva para diminuirmos o tempo estimado de chegada. 
A ITCZ é uma zona de calmarias severas onde predominam as altas temperaturas e baixas pressões. Pode apresentar larguras que variam entre 50 a 300 milhas. 

As previsões eram constantemente atualizadas pelo nosso comandante e jogadas sobre a carta náutica (software MaxSea da Furuno), possibilitando rápidas tomadas de decisão em relação ao melhor rumo a tomar.
Nem sempre o melhor rumo é direto para o objetivo e por isto fizemos um caminho um pouco mais longo, porém mais otimizado em relação à velocidade do vento.

O Blue Wind foi o veleiro mais rápido do Panamá às Galápagos, com médias superiores a 8 nós, inclusive nas 200 milhas finais onde o contra-vento predominou.

A navegada foi bem mais tranquila que o esperado. O mar não passou dos 2 metros e o vento apresentou média de 11 a 14 nós com alguns picos de 15 a 17 nós.

Estávamos em 04 (eu, Ruy, James e Aniele - sua esposa), mas dividimos os turnos em 03. Fiquei com os turnos das 19h às 21h40, das 03h às 05h40 e das 11h às 13h40, o que representava boas horas de descanso entre as horas de trabalho. 
Durante o dia permanecíamos quase todos acordados, curtindo a velejada e na noite assumíamos mais efetivamente o "trabalho".
Meus turnos de vigia cairam bem dentro do horário das refeições mais pesadas (almoço e jantar) e por isso acabei assumindo a cozinha durante toda a travessia. O café da manhã era preparado e servido quase sempre pelo Ruy.

Dividíamos o dia nos eventos: nascer do sol, café da manhã, banho, limpeza do barco, pesca, regulagens, manutenções de rotina, consertos de algumas quebras, navegação, meteorologia, fotos, filmagens, fim de tarde, brindes, jantar e descanso. 

Passou voando e não deu nem pra perceber. Chegamos nas Galápagos rápido demais!!








Kicker Rock - Ilha San Cristóbal

Na chegada fomos inspecionados por vérios órgãos ao mesmo tempo, mas o primeiro a iniciar foi o ambiental que conferiu o fundo do barco com 03 mergulhadores a procura de qualquer espécie animal que pudesse interferir no ecossistema da ilha. Já havíamos sido avisados pela organização do evento que a inspeção seria muito rígida e que ao menor sinal de cracas, seríamos impedidos de permanecer no Arquipélago.

 Inspeção e migração

Inspeção e migração

Enquanto isto, um grupo de umas 06 pessoas permanecia a bordo fazendo perguntas, preenchendo formulários e querendo abrir tudo o que tinha acesso, como armários, compartimento do motor, paióis, etc.

Depois da inspeção, a recepção...

Tudo ok com o Blue Wind! Desembarque e permanência liberados... Agora é só curtir!


Dos 20 dias embarcado, 04 foram dedicados a duas travessias do Canal do Panamá (uma no Blue Wind e a outra no catamarã “OM” da Nova Zelândia) e mais 4,5 dias na travessia do Golfo do Panamá à Ilha de San Cristobal - Galápagos (900 milhas).
Os 11 dias restantes foram dedicados a abastecimentos, manutenções, revisões de rotina, planejamento e alguns tours, assim divididos:
- 02 dias na Baía de Colón (Marina Shelter Bay ), local de encontro das tripulações de volta ao mundo antes de ingressarem no Canal do Panamá;
- 02 dias na Cidade do Panamá;
- 07 dias no Arquipélago de Galápagos (06 dias na Ilha de San Cristóbal e 24 horas na Ilha de Santa Cruz, com passagem pela Ilha de Santa Fé e Baltra (onde fica um dos aeroportos do arquipélago e de onde partia o meu vôo para Guayaquil).

Sobre a experiência:

A experiência de ter navegado no Pacífico até as Galápagos e de ter cruzado o Canal do Panamá duas vezes foi incrível, principalmente por ter convivido com tripulações de diferentes nacionalidades e culturas.
O que mais me marcou e o que foi mais gratificante foi o "espírito marinheiro" de todas as tripulações. Quando estávamos parados em alguma marina, as pessoas deixavam de lado o que estavam fazendo para ajudar a resolver os problemas dos outros.  
Você está sozinho e ao mesmo tempo rodeado de gente que mal te conhece e que quer te ajudar.
As pessoas se respeitam, respeitam o mar e a natureza e isto tudo produz um fluxo enorme de boa vontade, gentileza e pronto atendimento.

Tudo isto faz da vela um esporte muito especial e que eu amo demais! E a cada dia mais...

Foi bom ter dividido um pouco destas milhas com vocês!

Bons ventos a todos!

Marcelo Visintainer Lopes
Imbituba, 10 de março de 2015