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Prof. Marcelo Visintainer Lopes

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Curso de veleiro Floripa - resumo de 10 dias de setembro

 Escola de Vela Oceano Florianópolis

Instrutor Marcelo Visintainer Lopes


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terça-feira, 21 de setembro de 2021

Pensando em construir seu próprio veleiro?

 Por Marcelo Visintainer Lopes

Escola de Vela Oceano

Instrutor de Vela

 

 

A construção amadora é aquela que a pessoa compra um projeto e ela mesmo o constrói - tipo faça você mesmo!

Esta prática é muito comum no exterior e no Brasil vem ganhando força com escassez de barcos.

Construir seu próprio veleiro pode ser a solução para ter o zero km, mas atenção aos detalhes e à escolha dos materiais.

Pesquise muito bem antes de se jogar de cabeça e veja o que os especialistas falam em relação aos processos.

Vou falar resumidamente de seis técnicas de construção.

 

1.Sistema ply-glass.

É a técnica mais utilizada por aqui!

Chapas de compensado são fixadas em estruturas que dão forma ao casco e rigidez estrutural. Posteriormente as chapas são recobertas de fibra e resina epóxi.

Qualquer pessoa (mesmo sem habilidades manuais) conseguirá alcançar um bom resultado se executar o projeto à risca.

Executar exatamente o que diz o projeto é a parte mais difícil, pois as pessoas tendem a duvidar do dimensionamento proposto pelo Engenheiro Naval.

Isto ocorre por “excesso de zelo” e total desconhecimento sobre resistência dos materiais.

Tudo começa quando o cara resolve achar as chapas muito finas...

Depois acha que a quilha tá muito pesada e que tá muito grande...

Se você mudar qualquer coisa no projeto a chance de dar M... é gigante!!

Não velejar bem é o menor dos problemas!

Leme pesado, falta de estabilidade, manobrabilidade ruim, perda da condição auto-adriçante e por aí vai...

Comprou um projeto, siga-o sem sair uma linha para o lado!

 

2.Laminação em fibra de vidro com uso de moldes de fibra.

Mais uma opção de sistema construtivo, porém nada comum.

São os estaleiros que produzem veleiros em série através de moldes em fibra.

Devido ao alto valor da sua confecção, as formas são pensadas apenas para a produção em escala.

Mesmo assim, conheço casos de pessoas que fizeram moldes para a construção de uma única unidade e é por esta razão que abri esta possibilidade.

Vai que você deseja construir formas de verdade e quem sabe produzir barcos no futuro?

A fibra de vidro é tudo de bom (tirando o impacto ambiental que ninguém fala).

Possui baixo custo de manutenção, excelente relação resistência/peso e total resistência à corrosão, o que a torna o material mais empregado na construção de veleiros.

E as desvantagens?

Vejo apenas uma que é a dificuldade de realizar manutenções em locais onde a água infiltrou no laminado.

Em um casco de madeira maciça trocamos apenas os trechos comprometidos e a vida segue.

No casco de fibra a coisa é bem mais complexa.

As camadas delaminadas devem ser totalmente removidas para depois iniciar o período de secagem da área.

A superfície deverá sofrer etapas de limpeza para então iniciar o processo de laminação com resinas de alta aderência, fibras e agregadores.

Por isto é tão importante uma avaliação criteriosa do casco fora da água antes de realizar a compra.

Buscar vazios na laminação (através do som oco) e em seguida medir a umidade do local é a maneira mais correta para identificar problemas no casco.

É por esta razão que barcos são comprados em seco e não dentro d’água.

Avaliamos mais de 15 itens que são vitais para a segurança e depois colocamos o barco de volta na água para a segunda etapa de avaliação.

Olhar o barco fora d’água serve para todos os tipos de material de construção e não só para os cascos de fibra.

 

3.Fibra de vidro em placas.

A utilização de “placas monolíticas ” ou também “placas com sanduíche de espuma de PVC de célula fechada” dispensam a utilização de formas e são uma opção intermediária para quem busca leveza e rigidez.

É necessária uma base de anteparas que darão o formato do casco e ajudarão na rigidez estrutural (bem parecido com o sistema Ply-glass).

As placas são laminadas na base de anteparas e o processo todo é muito rápido de ser executado.

Este tipo de serviço é facilmente realizado por um laminador profissional.  

 

Das fibras para os metais...

 

4.Aço carbono.

O aço é outro material muito utilizado na construção amadora, porém você precisará contratar um soldador profissional, caso você não seja um deles...

O profissional precisa dominar a técnica de construção naval de pequeno porte para não repuxar as chapas durante a solda. Do contrário elas ficarão tortas e com um aspecto terrível.

Mesmo que a solda tenha sido realizada por um excelente profissional, ainda assim o aço exigirá acabamentos com massa para esconder as imperfeições.

O casco de aço é um dos preferidos dos velejadores das altas latitudes, pois aguenta muito bem as compressões causadas pelo gelo e pode alongar entre 30 e 40% antes de romper.

 

5. Alumínio.

Embora já existam estaleiros especializados aqui no Brasil, a construção em alumínio não é tão comum como a construção em aço carbono.

A primeira razão é o valor mais alto e a segunda é a exigência de mão de obra mais especializada.

Embora o alumínio seja mais leve do que o aço (aproximadamente 35% a menos) ele possui a capacidade de absorver bem quase todos os tipos de impacto, exceto os pontiagudos.

O alumínio é tudo de bom...

Se comparado à fibra, por exemplo, seu processo de construção é muito menos impactante ao meio ambiente.

Ele é reciclável, não apresenta corrosão como o aço carbono e não necessita de pintura, apenas de fundo.

Ele apresenta uma leve perda de material causada pelo arrasto da água com as partes não pintadas, mas é um processo muito lento.

 

E por último...

6.O ferrocimento.

Um mix de aço e concreto!

Este processo de construção não é nada comum no Brasil, mas vou falar dele por ter conhecido pessoalmente dois primos que utilizaram esta técnica para construir seus próprios veleiros (60 pés por aí...).

A construção em ferrocimento foi muito útil lá fora até a metade dos anos de 1940, quando a indústria do aço assumiu a ponta.

Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e Alemanha lideraram a construção de navios deste tipo.

Até o Brasil entrou na onda e construiu navios plataformas para exploração de petróleo (lá no início da perfuração em águas profundas).

A construção inicia a partir de uma modelagem feita de ferro de construção, entremeada por uma fina tela (tipo tela de galinheiro) que tem a função de sustentar a massa.

A massa é composta por cimentos e ligas especiais e é aplicada como o reboco na alvenaria.

O ferrocimento possui diversas vantagens e o baixo custo é a principal.

A construção rápida, o fácil reparo, a manutenção praticamente inexistente, a excelente resistência à água salgada e ao sol completam a lista.

As principais desvantagens são o peso (superior aos outros materiais que citei aqui) e o acabamento mais grosseiro.

Acompanhei de perto a construção de dois destes barcos.

Os primos eram meus amigos pessoais e seguidamente eu ia até lá acompanhar a evolução.

O que saiu primeiro demorou uns 15 anos para ficar pronto e o outro perto de 17 anos.

Entre cinco a dez anos é o tempo médio que uma pessoa leva para construir artesanalmente seu próprio veleiro.

No caso específico dos primos, o casco e o convés foram concluídos em pouco tempo e a demora se deu na montagem, quando os custos aumentaram muito.

 

Você teria coragem e perseverança para construir seu próprio veleiro?

 

Bons ventos!



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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Escola de Vela Oceano - agenda nov a fev

 Escola de Vela Oceano Floripa

agenda


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Vela de cruzeiro - performar para não deformar

 



Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela

Escola de Vela Oceano

 

 

Falei em postagens anteriores sobre os conhecimentos básicos para realizar manutenções a bordo e hoje falarei um pouco sobre os diferentes níveis de conhecimento sobre um mesmo conteúdo.

Existem vários níveis técnicos dentro de um mesma manobra e, dependendo do nível em que você se encontra, diferentes resultados poderão aparecer em relação ao desempenho e aos esforços sofridos pelo barco.

Vou analisar um dos princípios básicos da vela que é ORÇAR E ARRIBAR.

Os dois movimentos possuem relação entre a proa e a direção do vento e um é contrário ao outro.

Servem, inicialmente, para realizar mudanças de rumo e para aumentar e diminuir a velocidade.

Seu conhecimento em um nível logo acima permitirá que você consiga alcançar um destino contra o vento.

No próximo nível você descubrirá que existe um ângulo menor (menor caminho) para alcançar este destino.

Mais um nível e você demorará menos tempo para chegar ao destino.

Estamos evoluindo, mas o ponto onde quero chegar hoje vai um pouco mais além: preciso que você  entenda a relação entre velocidade, menor ângulo e menor fadiga.

A fadiga é o foco desta postagem!

De nada adianta performar em velocidade e ângulo e negligenciar todo o esforço sofrido pelos materiais.

É para isto que servem os ângulos intermediários além da orça máxima. Estes ângulos permitem harmonizar performance e fadiga.

Em relação à orça era isto...

A outra parte cabe ao domínio sobre as diferentes regulagens de perfil de vela, tensões de escotas, tensões das adriças, tensões do estaiamento e ainda sobre a utilização de contrapesos...

Sabemos que os barcos de regata foram concebidos para performar e que todos os materiais trabalham muito próximos dos limites de quebra.

É por esta razão que a sua vida útil é menor do que dos barcos tradicionais de cruzeiro.

Teoricamente os barcos deveriam ser construídos para suportar grandes esforços, mas nem todos os estaleiros trabalham para este propósito.

Se você possui um barco novo e não conhece os processos de construção e os materiais utilizados, sugiro que comece a cuidá-lo com mais carinho.

Se você possui um barco antigo cuide-o como se fosse uma pessoa de idade avançada, pois sua resistência mecânica já não é mais a mesma.

Esta é mais uma boa razão para você dominar as técnicas de diminuição de esforço o mais rápido possível.

Sabendo que a maioria dos barcos não foi feita para cruzar o Horn ou para velejar no Mar do Norte, entender o meu conceito de “performar e não deformar” servirá para aumentar a vida útil do seu brinquedo!

Precisamos entender que “performar” significa mais do que manter as médias de velocidade próximas da curva polar.

Performar na vela de cruzeiro é manter boas médias de velocidade com o menor esforço possível.

Se isto não for possível por falta de técnica, prefira andar com menos vela em cima e com menos pressão de vento agindo sobre elas.

Quando aprender como “aliviar” os esforços (principalmente nos menores ângulos de contravento) você estará beneficiando mecanicamente o barco e ainda terá benefícios de ganho de orça e de altura em relação ao destino.

Diminuímos a adernação, o freio hidrodinâmico do leme (que trabalha menos atravessado) e a intensidade das forças que atuam sobre todos os entes envolvidos (casco, mastreação, velas etc.) e assim estaremos poupando “aquele velho senhor”.

Meus exemplos são válidos somente para os ventos moderados a fortes.

Não se preocupe com nada disto quando estiver velejando nas brisas.

É muito importante lembrar que não é só o barco que agradece o alívio de força. Sua tripulação também não ficará confortável quando ocorrer desequilíbrio nas regulagens e na condução do leme.

Velejar da maneira tradicional é bastante simples, mas conseguir tocar um veleiro na ponta dos dedos exige experiência capacitação específica.

 

Depois de ler tudo isto, pare e reflita como está a sua condução.

Zeloso ou metendo o pau no barquinho?


Bons ventos!



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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Carta náutica - parte 2. Como ler um rumo?

 Escola de Vela Oceano Florianópolis

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Escola de Vela Oceano - imagem carta náutica


Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela

Escola de Vela Oceano

  

O rumo é uma das informações mais relevantes que podem ser obtidas na carta náutica e a régua paralela é o instrumento mais utilizado para isto.

Embora a régua tenha suas funcionalidades, apresentarei aqui outras formas menos comuns para a obtenção do rumo.

São instrumentos pouco conhecidos, porém muito mais práticos do que a régua.  

Sabe aquele transferidor escolar de 360°?

É parecido com ele, mas não é ele.

O escolar pode ajudar nos exercícios em casa mas não pode ser utilizado como instrumento de precisão.

O transferidor que utilizo é vendido nas lojas de material para desenho técnico e se difere do outro pelo valor.

Enquanto um custa R$ 2,50 (em média) o outro custa R$ 30,00.

Ele é maciço, robusto e possui um único furo central.

Instalo um fio dental de aproximadamente 50cm no furo coloco uma fita transparente por baixo.

O instrumento de precisão está pronto para uso!

Tá achando que é brincadeira?

Posso garantir que não é!

Aprendi isto a uns 30 anos atrás durante a travessia Porto Alegre – Rio Grande.

Enchi tanto o saco daquele cara que ele acabou me mostrando como funcionava o transferidor.

Naquela época se contava nos dedos de uma só mão os velejadores que conheciam os segredos da carta. Eles mantinham todo o seu conhecimento em sigilo.

Aqueles caras eram muito requisitados para transladar veleiros e embarcações a motor, pois não havia GPS.

Logo no início percebi que o transferidor era mais rápido e eficaz do que a régua e passei a utilizá-lo com frequência.

Pouco tempo depois descobri que ele era usado também pelos aviadores.

O modelo utilizado por eles é mais sofisticado. Possui uma régua móvel rebitada no furo central e é ela que faz o papel do fio dental da minha versão.

O único senão é a necessidade de reacomodar os dedos, já que atrapalham no momento de girar a régua.

O transferidor de 360° nada mais é do que a rosa dos ventos portátil.

Com ele dispensamos o transporte do rumo até a rosa.

Desta forma podemos trabalhar com a carta em tamanho reduzido, dobrada e com apenas o trecho que nos interessa (entre o ponto de partida e o de chegada).

 

Como utilizar o transferidor?

1.Coloque o furo central bem em cima do ponto de partida.

2.Alinhe o norte do transferidor com o norte da carta. Utilize os paralelos (linhas horizontais) e meridianos (linhas verticais) como referências. O transferidor possui traços horizontais e verticais que servem para alinhá-los aos paralelos e meridianos.

Ao alinhar o nortes obteremos um rumo com 100% de precisão.

3. Estique o fio ou leve a régua até o ponto de chegada e leia o valor. O valor está exposto na graduação existente na borda externa.

 

Importante: os rumos obtidos na régua paralela e no transferidor NÃO PODEM ser utilizados diretamente na bússola, pois existe uma diferença (em graus) entre os dois.

O norte de referência da carta é o geográfico (norte verdadeiro) e o norte da bússola é o norte magnético.

A diferença entra eles é chamada de declinação magnética, mas isto é assunto para outra postagem.

 

Como utilizar a régua paralela?

1.Coloque a régua em cima dos pontos desejados de saída e chegada (A e B por exemplo).

A régua paralela é formada por duas réguas conectadas por barras de metal com pequenos botões que servem como pegadores.

Segure firme um pegador e arraste o outro em direção à rosa dos ventos.

Repita a operação até a régua cruzar “inteira” pelo ponto central da rosa.

Faça a leitura na graduação da rosa externa. Não utilize a rosa interna (falarei dela no futuro).

Preste atenção no seguinte: você saiu de A e foi para B. A leitura é feita no lado do ponto B (aqui é fácil se enganar).

 

Qual o motivo para utilizar instrumentos alternativos?

Na vida real (lá fora quando o bicho tá pegando) a régua paralela é um instrumento de uso complicado.

Para que tudo dê certo na obtenção do rumo é necessária uma boa dose de calma e sorte, pois muita coisa pode ocorrer até a régua chegar na rosa.

Erros no transporte da reta são bem mais comuns do que você imagina.

Uma coisa é o barco estar atracado no pier e a outra é o mar estar nervoso e balançado.

É justamente no deslocamento da régua que a porca entorta o rabo, pois se ela mexer, ferrou...

A régua funciona bem nas grandes mesas de jantar (em casa), nas grandes mesas dos navios e em veleiros de grande porte.

 

Outro inconveniente da régua

A régua permite a obtenção de apenas um rumo por vez. Traça, avalia o fundo, transporta e lê (rezando pra não desalinhar com o rumo original). Volta e repete para o próximo rumo... Uma verdadeira lenda!

Neste ponto os transferidores são imbatíveis ao permitir a obtenção simultânea de rumos.

A tomada de rumos alternativos normalmente é utilizada quando o tempo piora ou está por piorar.

A partir de um ponto posso definir o rumo para o abrigo A, para o abrigo B, para o abrigo C ou mesmo definir um rumo seguro para águas abertas e profundas...

A rápida obtenção de rumos permite agilidade na definição da melhor estratégia de enfrentamento.

 

ATENÇÃO

O mais importante nas duas técnicas é a atenção nas informações contidas logo abaixo da reta do rumo desejado.

Nem sempre é possível ir direto de um ponto, pois poderão haver obstruções no caminho.

Com muita atenção e calma, percorra com os olhos todo o trecho entre os dois pontos e atente-se para a existência de qualquer perigo à navegação (pedra, naufrágio, boia, ilha, ilhota, laje, banco de areia etc.).

Depois de ter certeza que o rumo é 100% seguro você estará apto a ler o rumo no transferidor ou na rosa dos ventos.

 

E o rumo da volta?

O rumo contrário é chamado de rumo recíproco.

Pegue o valor obtido e some ou subtraia 180°.

Se o valor obtido for menor que 180°, some 180.

Exemplo: rumo de ida 100° (rumo de volta 280°).

Se o valor for maior que 180°, subtraia 180.

Exemplo: rumo de ida 190° (rumo de volta 010°).

 

Anotação dos rumos

Os rumos vão de 000° a 360° e sempre devem ser anotados e passados para o timoneiro sempre com três casas.

Se o resultado der 5°, anote 005° e na hora de falar o rumo para o timoneiro, faça-o em alto e bom tom dizendo: rumo ZERO, ZERO, CINCO (005).

É importante que ele confirme o rumo escutado, repetindo-o para você (os números devem bater).

Se o resultado der 30°, anote 030° e na hora de falar o rumo para o timoneiro, faça-o em alto e bom tom dizendo: rumo ZERO, TRÊS, ZERO (030).

Deu pra entender?

 

Se ficou com alguma dúvida me chame no whatsapp 48988113123 que terei imenso prazer em ajudar!

 

Bons ventos!

 


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